Performances

Consuma-se

“Consuma-se” é uma obra em processo constante criada sempre em rede colaborativa. Como ferramentas utilizamos conceitos do work in progress, o texto não-verbal em “cena” e o atravessamento de multiplicidades usando de intermídias com sobreposição de narrativas. Como eixo norteador trabalhamos com o livro Sociedade do Espetáculo, de Guy Debord e textos de Zygmunt Bauman.

“Consuma-se” fala sobre a sociedade do consumo, sobre o ser humano como mercadoria e mostra como a mente é o primeiro produto que colocamos à venda.

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“Consuma-se” no Festival Breves Cenas – Manaus/AM – Marco 2010

“Consuma-se” no Festival de Performance de BH – Agosto 2009

“Consuma-se” no FIT BH 2010

 

Personal Trash

Você sabe diferenciar o chão de uma lixeira? Se sim, parabéns! Está apto a viver em sociedade! Se não, treine em casa, no shopping, em restaurantes e depois tente em espaços públicos. Não desista! Mas lembre-se: enquanto não conseguir, não se aproxime de outras pessoas. Você ainda é um perigo em potencial.

Transito?

Qual é a distância da sua casa ao seu trabalho?
Você consegue ir à pé? E de bicicleta?
Deixe o carro na garagem!
Você tem feito exercícios físicos?
Faz sentido ficar horas por dia dentro de um carro e à noite ir pra academia?
Onde está o transporte público, coletivo de qualidade?
Onde está o “metrô” da sua cidade?
Onde está nossa ciclovia?
Quadruplicar ruas e avenidas, desapropriar… pra quê?
Quem se beneficia com isso?

“Transito?” no Vazio Festival de Performance de Manaus/AM – Nov. 2010

Árvore de Natal

Mais uma vez o consumo. E no final do ano, movida pelo Natal, a sociedade passa a ser cada dia mais, descartável, desumana, sem conteúdo, irresponsável com o meio ambiente.
Como pensar em um consumo consciente?
O que fazer com todos os presentes de natal e datas comemorativas anteriores que não te servem mais?
Como transformar o lixo gerado na cidade em algo de maior utilidade?

“Árvere de Natal” no Vazio Festival de Performance de Manaus/AM – Nov. 2010

Com que roupa eu vou?

Estamos na Era de Narciso. Em um momento onde o ser humano é medido pela beleza.
O lema é: Ser jovem (sempre), estar com o peso certo e ter a altura certa (haja salto alto!)
Vivemos a tirania da aparência e somos, nós mesmos, tiranos nessa sociedade. Assistimos novelas e compramos revistas que nos impõem a estética do momento. Admiramos as pessoas ditas ideais e nos esforçamos para atingir esse lugar.
Não importa a que custo chegamos lá, o importante é estarmos cada vez mais parecidos com a mocinha ou o mocinho da novela, e de preferência seguindo a última tendência da moda. Mesmo que eu deteste aquela cor, ou que o pé doa com o bico fino, ou que eu ache meu cabelo muito mais bonito ondulado.
Todos os dias aparecem novas opções: Dieta dos pontos, Dieta da lua, Escova progressiva, Escova marroquina, Escova de chocolate, Escova de morango, Maquiagem animal print, Unhas de gel, Esmalte emborrachado, Creme para tonificar o bumbum, Depilação a laser, Lifting, Botox, Silicone, Cirurgia plástica, etc, etc, etc…
Não importa a minha opinião. Não importa a sua opinião.
O certo é que estamos cada dia mais iguais! (na aparência, claro!)

No Brasil em 2003 foram realizadas 621 mil cirurgias plásticas, onde 13% dessas cirurgias foram entre jovens de 14 a 18 anos.

Apenas 6% das mulheres brasileiras se consideram bonitas.

“Com que roupa eu vou?” no Vazio Festival de Performance de Manaus/AM – Nov. 2010

 

 

Metrorama
A Copa vem aí. E junto com ela o metrô, os shoppings centers, as redes de hotéis e as requalificações da cidade.
O espaço urbano cada vez mais dá lugar às relações de consumo, em detrimento das relações sociais. Isso implica nas relações de consumo do próprio espaço, como reformas arquitetônicas e urbanísticas e da desapropriação de espaços públicos para a construção de espaços privados.

A cidade está em movimento. Como intervir?

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